Sempre que me olho no espelho
Vejo o reflexo de quem me amou
No fundo do meu olho vermelho
Vejo minha mãe que me deixou
Sempre que me olho no espelho
Vejo o reflexo de quem eu sou
No fundo de meu olho vermelho
Vejo meu Pai que me educou
Sempre que me olho no espelho
Vejo o reflexo de quem me apoiou
No fundo de meu olho vermelho
Vejo minha irmã que me ajudou
Sempre que me olho no espelho
Não vejo nada
Nem o fundo de meu olho vermelho
Nem amigo ou namorada
Ninguém
Mas sei que não estou só
E o conforto que outrora me deram
Amarraram, prenderam feito um nó
quarta-feira, 30 de março de 2011
Fuga
Gastei todo meu dinheiro num terreno
Um terreno na Lua
Sem pessoas, animais, sem internet
Sem inferno ou paraíso
Sem verdades, sem mentiras
Não sei se é o certo
Nem se é errado
Afinal, ambos não existem aqui
Me afastei desse mundo hipócrita
Não por medo, mas por segurança
Talvez um dia eu volte, ou não
Por hora, Adeus.
Um terreno na Lua
Sem pessoas, animais, sem internet
Sem inferno ou paraíso
Sem verdades, sem mentiras
Não sei se é o certo
Nem se é errado
Afinal, ambos não existem aqui
Me afastei desse mundo hipócrita
Não por medo, mas por segurança
Talvez um dia eu volte, ou não
Por hora, Adeus.
Desilusões
Frio, sinto o frio me tocar
Ninguém à me aquecer
Todos ao meu redor se foram
Me sinto só
Ninguém há de ouvir meus gritos
Mal educados e descontrolados, gritos
Poderiam me arrancar um braço
Poderiam me arrancar uma perna
Mas tiraram-me a alma
Me sinto uma cópia falsificada de mim mesmo
Só, apenas isso
Um desfiladeiro de desilusões
Ninguém à me aquecer
Todos ao meu redor se foram
Me sinto só
Ninguém há de ouvir meus gritos
Mal educados e descontrolados, gritos
Poderiam me arrancar um braço
Poderiam me arrancar uma perna
Mas tiraram-me a alma
Me sinto uma cópia falsificada de mim mesmo
Só, apenas isso
Um desfiladeiro de desilusões
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