Subo e desço
os mesmos degraus
na tentativa
de ver o que não via
ouvir o que não dizia
e dizer o que não ouvia
ela sorria, apenas sorria
petrificada fronte à mim
pálida, gelada e crua
a alegria esvaiu-se de de minh'alma enfim
morta, nua
uma lágrima rola d'um olho meu
ao atingir o chão
causa uma erupção
em meus pensamentos
é,
a morte tem também seu talento.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Dia Santo
Hoje é dia Santo
Ontem não foi
Amanhã não será
Porque ?
O povo guarda um dia
Um dia de respeito
Um dia de paz
Mas faz dos outros
Dias de luta e guerra
Me digam o porque
Me expliquem, por favor
Só eu não os entendo ?
Não coma carne vermelha
Não fale palavrões
Não brigue
Não trabalhe
Por que ?
Se hoje é dia Santo,
Os outros 364
São Ateus ?
Ontem não foi
Amanhã não será
Porque ?
O povo guarda um dia
Um dia de respeito
Um dia de paz
Mas faz dos outros
Dias de luta e guerra
Me digam o porque
Me expliquem, por favor
Só eu não os entendo ?
Não coma carne vermelha
Não fale palavrões
Não brigue
Não trabalhe
Por que ?
Se hoje é dia Santo,
Os outros 364
São Ateus ?
domingo, 17 de abril de 2011
Meu eu
Um belo dia de sol, sentado em uma cadeira de área, tomando seu sagrado café matinal e fumando seu cigarro vermelho. Era aquilo todos os dias, durante os trinta anos que o conheci, solitário, tímido, sossegado. Nunca ouvi sua voz, era estranho porque às vezes me pegava olhando fixamente pra ele por alguns minutos, me intrigava mas me dava um conforto sem igual observa-lo, apenas isso. Sua unica companhia era um vira-lata, que por coincidência ou ironia do destino, não latia, nunca latiu. Todo dia que eu saia para trabalhar lá estava ele na varanda, dia sim, dia não tinha um jornal em mãos, era fascinante vê-lo. O tempo foi passando e não o vejo mais, não me pergunte o motivo pois também não sei. Finalizo esse texto agora, mais tarde eu continuo à escrever, são oito horas da manhã, meu vira-lata está aqui comigo, sentado na varanda de casa, mas eu esqueci o cigarro e o café lá dentro, grande abraço à todos.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Marionetes do Capitalismo
Querem me comprar
desejam me manipular
tentam ter-me em suas mãos
expliquem à eles que não será fácil
digam quem sou
e perguntem quem são,
quem eles pensam que são ?
fracos e patéticos
aqueles que se vendem
aqueles que são manipulados
pequenas marionetes sorridentes
mas que por dentro estão podres
guiadas até a morte
por mal intencionados
que um dia se libertem
desatem os nós que as limitam
pois só assim
serão realmente felizes.
domingo, 10 de abril de 2011
Confiança
A confiança, mãe da falsidade é quem te pega de surpresa
é um sentimento tão nobre que não faz jus à sua nobreza
te derruba, te fere a alma e te tira a vontade de viver
ao ser traído, o seu maior pedido é desaparecer
não confio em ninguém por simples preferência
não confio nem em mim, ou em minha consciência
creio que a humanidade não tem o direito de ser confiável
pelo fato de entre si existir um ódio inesgotável.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Ao fim de tudo
Levem meu corpo mas não levem minh' alma, deixem à ela tinta, pena e um papel qualquer, pois tudo que necessito é sentir e escrever, minha vida é isso, um turbilhão de emoções transpostas numa folha velha e amarelada. Me sinto bem assim, então que assim seja, não descerei à um inferno, muito menos elevarei-me à um paraíso, escravizem o que de mim for matéria, pois de resto, estarei solitário em minha consciência enquanto aguardo o momento exato em que deixarei de ser genética e passarei a ser nada.
(Deixando claro que o texto todo é meu, exceto a frase entre aspas, que é de José Saramago).
-
"Mas não subiu para as estrelas, se à terra pertencia" (José Saramago)
(Deixando claro que o texto todo é meu, exceto a frase entre aspas, que é de José Saramago).
segunda-feira, 4 de abril de 2011
O Eremita
Me afastar, me isolar
creio que essa seja a solução
fugir para longe, para o mar
viver uma boa e desejada solidão
Não seguir um critério
abandonar esse edifício
viver no meu eremitério
é melhor que nesse hospício
Quero assim seguir a vida
conversando com meus "eus"
não me tornar um homicida
e então viver os dias meus
creio que essa seja a solução
fugir para longe, para o mar
viver uma boa e desejada solidão
Não seguir um critério
abandonar esse edifício
viver no meu eremitério
é melhor que nesse hospício
Quero assim seguir a vida
conversando com meus "eus"
não me tornar um homicida
e então viver os dias meus
Bilhete Suicida
Alfredo Marcondes, quatro de abril de dois mil e onze.
Agora são exatamente dezoito horas e doze minutos e estou aqui para deixar claro o motivo pelo qual estou fazendo isso.
Matei parte do meu passado pois não podia conviver com aquilo,
uma falsa solidão que me atormentou por anos
e que até hoje não fez um certo sentido
então, resolvi mudar os planos
cometendo suicídio de uma parte de minha própria alma
para que todos vejam que essa fase passa
que meu passado descanse em paz e calma
e meu futuro repleto de suicídios em massa.
Assinado, Meu Presente.
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