Um belo dia de sol, sentado em uma cadeira de área, tomando seu sagrado café matinal e fumando seu cigarro vermelho. Era aquilo todos os dias, durante os trinta anos que o conheci, solitário, tímido, sossegado. Nunca ouvi sua voz, era estranho porque às vezes me pegava olhando fixamente pra ele por alguns minutos, me intrigava mas me dava um conforto sem igual observa-lo, apenas isso. Sua unica companhia era um vira-lata, que por coincidência ou ironia do destino, não latia, nunca latiu. Todo dia que eu saia para trabalhar lá estava ele na varanda, dia sim, dia não tinha um jornal em mãos, era fascinante vê-lo. O tempo foi passando e não o vejo mais, não me pergunte o motivo pois também não sei. Finalizo esse texto agora, mais tarde eu continuo à escrever, são oito horas da manhã, meu vira-lata está aqui comigo, sentado na varanda de casa, mas eu esqueci o cigarro e o café lá dentro, grande abraço à todos.

Nenhum comentário:
Postar um comentário