Quando saía sem rumo para pensar na vida, via todas aquelas faces inexpressivas ou preocupadas olhando o horizonte, sem se quer piscar um olho. Ficava intrigado com aquilo, achava fascinante e medonho não saber o que as pessoas estavam pensando, se é que estavam. Se pegava com frequencia pensando nos pensamentos dos outros e esquecia os seus. Passou mais de cinquenta anos ajudando pessoas e tentando fazê-las felizes, enquanto em sua casa, a mulher o abandonara, a filha se mudara para outro estado e seu cachorro morreu de solidão. Vivia em prol dos outros, só isso.
Perdeu tudo, até sua casa, acumulou dívidas à bancos e corre risco de ser preso por não pagar as contas.
Essa é uma estória que pode acontecer com qualquer um, por isso digo à você, caro leitor, ame-se acima de tudo, pois você vive sem os outros mas não vive sem si mesmo.

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