As estradas da vida que outrora eram feitas de sonhos, hoje são de concreto, são ruas desertas de amor e compaixão, ladeada por nômades dos quais nem se quer o nome sabemos. Gente mora em cima de gente, quanto mais alto você chegar, maior o seu poder, vinte, trinta, sessenta andares. Se continuar nesse ritmo, o homem chegará até a lua subindo em um edifício. As florestas gigantes e rústicas mas com um verde que acalma até o maior dos estresses, hoje são mesas em bares, caixões fúnebres, que carregam o coração da humanidade. Os nossos rios e mares de águas plácidas e cristalinas, onde se via as pedras tocando o fundo, são lar de monstros gigantes de ferro e aço que como agradecimento lançam seu sangue negro para que os animais que lá habitam percebam a desgraça que a humanidade chegou.

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